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terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Métodos de alfabetização

Lemos o texto, "Não há como Alfabetizar sem Método?" De Iole Maria Faviero Trindade, para a interdisciplina de Linguagem e Educação, a autora coloca a certa altura que,
" Assumindo também, como professora de prática de ensino, que precisamos ter uma didática que acolha essa pluralidade de discursos, fazendo uso deles conforme necessidades de uma formação, reafirmo que não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita."(Trindade, 2005)
Realmente, acredito que precisamos de diversas formas para ensinar a lingua escrita. Na aula presencial podemos ver através dos nossos planos de aula, que muitos são os jeitos que usamos para ensinar os nossos alunos e esta troca, valeu para aprendermos as formas que dão certo e que podemos também incorporar ao nosso fazer. Outra questão que achei extramente interessante foi que Iole Trindade fez perguntas sobre como iniciar o planejamento de linguagem:
"...como o modo de vida dos/das alunos/as e suas experiências cotidianas de escrita na família e em esferas, Como vivem? Onde? Com quem? Qual/is será/ão, então, a/s temática/s priorizada/s? Como deve ser tal planejamento, se eu quiser que privilegie uma trajetória dos estudos na área da alfabetização e da língua materna? Haverá algum tipo de produção escrita dos alunos? De que forma? Quais e quantas vezes por semana? Haverá espaço para a leitura em sala de aula? De que forma? Quais e quantas vezes por semana?"
Achei isto essencial, pois desta forma visualizo o que meus alunos sabem, o que é importante saberem e o que querem saber, a partir daí poderei construir uma alfabetização com sentido para eles. Precisamos ter momentos de qualidade para ensinar a lingua escrita para nossa turma. Os planos de aula de minhas colegas, mostravam a realidade de cada grupo. Como trabalhamos com os pequenos, pude ver aspectos diferentes do meu jeito de trabalhar, mais também aspectos parecidos. Como foi o caso de que a maioria das colegas iniciou sua aula com uma história. O que é um excelente recurso para as crianças da educação infantil.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O cê tá falando cômo??

A primeira proposta de trabalho da interdisciplina de Linguagem e educação, foi refletir sobre se falamos e escrevemos do mesmo jeito sempre. Bem, acredito que não se fala, nem escreve e nem tampouco se lê sempre do mesmo jeito. No Brasil existem vários dialetos diferentes espalhados. Já temos uma diferenciação. da língua portuguesa que não é falada igual nos países que tem ela como oficial, mas mesmo dentro do nosso país, cada estado tem um dialeto próprio, modos de falar diversos. Com certeza, esses modos diversos de falar, complicam a cabeça dos alunos, que acabam escrevendo do jeito que falam, porém, não escrevem “errado”, mas sim, escrevem como falam. Na minha opinião a escola, deve respeitar isso, pois os modos de falar, faz parte da cultura e da personalidade de um determinado grupo ou povo. Os adolescentes, por exemplo, usam gírias e virtualmente, estão reduzindo as palavras. Nós, professores, devemos trabalhar mostrando o correto da língua, mas não desmerecendo os dialetos e as gírias. Assim com diz, Maria Isabel Dalla Zen e Iole Faviero Trindade, no texto"Leitura, Escrita e Oralidade como artefatos Culturais:

" A partir dessa perspectiva, o trabalho escolar poderia abrir espaço para a multiplicidade de discursos, bem como abordar, relativizando, a ques­tão do "certo" e do "errado" em linguagem, conforme vêm postulando es­tudos linguísticos cujos efeitos de sentido ainda não foram mobilizadores de novas práticas pedagógicas. Pensemos no que se diz, cotidianamente, sobre o que significa falar, ler e escrever bem. A reflexão sobre o conceito de diferença (diferenças linguísticas) ainda precisaria ''amadurecer".” (Dalla Zen e Trindade, 2002)