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domingo, 24 de outubro de 2010

Semestre 1/2008

Relendo algumas de minhas postagens de 2008, encontrei muitas falas interessantes feitas por mim. Uma das postagens que mais chamou minha atenção foi sobre uma reflexão de um texto de Émili Durkheim, na interdisciplina de Escola, Cultura e Currículo. Coloquei nesta postagem que estamos preparando nossos alunos para viver na sociedade, a todo momento em nossas aulas. E que através da educação nós reproduzimos a sociedade que temos.
"A educação não é, pois, para sociedade, senão o, meio pelo qual ela prepara no íntimo das crianças, as condições essenciais da própria existência.” (DURKHEIM, Émile)

Então, falei da minha preocupação em fazer um trabalho diferente com meus alunos, de não só reproduzir a sociedade, mas tambem fazê-los críticos e comprometidos com sua própria vida.

"Por isso, procuro não criticar os pais, por acharem que seus filhos devam trabalhar para ganhar seu sustento, mas busco em minha sala de aula, fazer aulas criativas onde os alunos possam se tornar cidadãos críticos e que possam mudar sua própria realidade. "

quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Relações complexas da nossa profissão docente

"A pedagogia não pode ser outra coisa senão a prática de um profissional, isto é, de uma pessoa autônoma, guiada por uma ética do trabalho e confrontada diariamente com problemas para os quais não existem receitas prontas. Um profissional do ensino é alguém que deve habitar e construir seu próprio espaço pedagógico de trabalho de acordo com limitações complexas que só pode assumir e resolver de maneira cotidiana, apoiado necessariamente em uma visão de mundo, de homem e de sociedade.”(Maureci Tardif)
Bem o texto de Maurice Tardif, eu achei formidável. Ele falou coisas que calaram no fundo da minha alma. E este trecho não foi diferente. Passamos por muitas situações complexas em nosso cotidiano de professor, um desses exemplos que tenho do meu cotidiano, das limitações complexas e, que mostra o porquê de eu precisar estar apoiada em uma visão de mundo, de homem e de sociedade, é que muitas nos deparamos com crianças que não tem pai nem mãe, extremamente carentes.
Este ano, tenho uma aluna que mora em um Casa de Passagem; nos trabalhos sobre pai, mãe e família, não posso de maneira nenhuma passar a imagem da família tradicional, pois meus alunos de seis anos, sempre afirmam que a menina “não tem pai nem mãe”.
Estas questões eu tenho que abordar, não posso ignorar, pois eles são extremamente curiosos. Preciso então, estar preparada na minha prática docente, com situações deste tipo e semelhantes a essa, tendo uma ampla visão do mundo onde vivo, conhecendo também o ambiente onde eles estão inseridos.

Escola, Cultura e Sociedade

Estamos preparando nossos alunos para viver na sociedade, a todo momento em nossas aulas. Estudamos na interdisciplina de Escola, Cultura e Sociedade, que a sociedade prepara suas crianças para aquilo que a própria sociedade precisa. Com uma leitura sobre Émile Durkheim, podemos ver isso claramente:
“A educação não é, pois, para sociedade, senão o, meio pelo qual ela prepara no íntimo das crianças, as condições essenciais da própria existência.” (DURKHEIM, Émile)
Realmente, a todo momento preparamos nossos alunos para viver sua própria existência de acordo com o que a sociedade propõem, como bem pudemos refletir na interdisciplina de Escola, Cultura e Currículo. Émile Durkheim fala que a educação é uma ação exercida pelas gerações adultas sobre as novas, afim de prepará-los para o que eles tem pela frente. Ou seja, nós adultos preparamos nossos filhos para enfrentar a vida que nós levamos. Por isso, procuro não criticar os pais, por acharem que seus filhos devam trabalhar para ganhar seu sustento, mas busco em minha sala de aula, fazer aulas criativas onde os alunos possam se tornar cidadãos críticos e que possam mudar sua própria realidade.