quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O menininho



A professora de Didática, Planejamento e Avaliação, trouxe um texto que eu já conhecia, falando de um menininho que tinha muitas ideias, porém teve um professora que só o fez reproduzir, "matando" assim a criatividade do tal menino. Ela nos questionou então, quais seriam os desafios frente uma criança assim. Com certeza, os desafios frente a esta criança são muitos. Primeiro precisaria fazê-lo acreditar novamente em si. Mostrar que ele é realmente capaz e que eu enquanto professora, não quero que me copie e sim que me mostre o que ele pode fazer.
Ela trouxe mais duas questões, "Como eu trabalho para estimular a criatividade e que marcas quero deixar em meus alunos?", pude refletir então, sobre a minha prática. Como aceito o trabalho dos meus alunos? Quanto eu os estimulo a criar? Foi interessante pensar sobre isso.
Claro que, como qualquer pessoa, gostaria de deixar muitas marcas positivas. Então lembrei-me de um recadinho que recebi pelo orkut, no ano passado, de um aluno do meu estágio, em 2000. Ele era um aluno muito humilde, mas com muito potencial. Todo ano na escola, tinha um festival de talentos, organizei uma apresentação de dança que ganhou primeiro lugar no tal festival e ele foi o dançarino principal.
Acredito que para ele aquilo foi muito especial, foi bom para sua auto-estima. Depois de 9 anos, ele me achou no “orkut”, diz que está bem, continua estudando e deixou um recado maravilhoso, dizendo que eu fui sua melhor professora. Isso não tem preço. E ótimo ver, depois de um certo tempo, que aqueles pequeninos que passaram pela gente, estão bem na vida e que nós temos uma certa parcela de culpa. Pelo contrário é triste de ver, muitos adultos por aí, que não conseguem se encontrar por causa de uma educação deficiente.

"Nós somos o mundo, nós somos as crianças
Nós somos aqueles que fazem um dia iluminado
Então vamos começar a dar
Existe a escolha que estamos fazendo
Que estamos salvando nossas próprias vidas
É verdade que estamos fazendo um dia melhor
Só eu e você"
(We Are The World, Michael Jackson)

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Entre os muros da escola

Primeiramente quando nos foi proposto que tínhamos que ver um filme para fazer o trabalho final, pensei: Só um filme??? Mas depois que assisti, vi como todo o filme se encaixava perfeitamente nos aprendizados neste semestre. Porém, escolhi uma cena, que achei muito pertinente, a qual o professor chama a aluna Khomba para que ela peça desculpas sinceramente, por não ter lido o livro que ele mandou. O professor não deixou que uma atitude negativa passasse em branco, ele buscou ensinar, mostrar para a aluna como deve agir perante aos outros com respeito, principalmente com seu professor. Na interdisciplina de Filosofia vimos outro filme “Clube do Imperador” , onde o professor não repreendeu o aluno quando deveria e assim, sofreu consequencias sérias depois. Ele mostra isso quando diz, “Não posso fingir que não vejo quando você faz besteira. Não acha?”(fala do professor no filme "Entre os Muros da Escola."). E também quando insiste que ela peça desculpas, mas com sinceridade. Ele tenta então, ensinar para ela os princípios morais. Insiste todo tempo que ela deve obediência e respeito para com ele, que ele é o professor.
Tiveram também outras questões que aprendemos nas interdisciplinas como desenvolvimento e moralidade, que estudamos em Psicologia, Conflitos e convivência, que vimos em Seminário Integrador, através dos projetos; discriminação, etnia, preconceito, diversidade e diferenças que tanto refletimos em Necessidades Especiais e Questões Étnico-Racias. E também a questão da escola e sociedade que refletimos em Filosofia.
Gostei bastante de filme e achei muito oportuno para relacionar com nossos estudos.

Moralidade e agressividade

A violência na escola sempre me deixou bem preocupada como agir e como "castigar "os alunos agressivos. Um problema bastante enfrentado, por nós professores e que muitos pais pedem que seus filhos devolvam, pois dizem que eles precisam aprender a se defender, quando alguém batem neles. Com certeza, não aprovamos esta atitude enquanto escola, porque não queremos incentivar a violência, mas o texto de Jaqueline, na interdisciplina de Psicologia nos mostra que isto faz parte do desenvolvimento moral, que as crianças precisam disso para aprender certos valores. E concordo plenamente, tento vivenciado as situações diariamente. Pois, eles aprendem melhor sentindo na pele e não somente com a fala dos mais velhos (pais e professores). Vendo a agressão por este ponto de vista, percebo como ela é importante no desenvolvimento do ser humano, que através dela, nossos alunos vivenciam o que pode ou não machucar o outro, seus limites, percebem que o que fazem pode ter uma consequência não muito boa e assim por diante, estão, enfim, aprendendo para vida.

"Antes de tachar um situação como violenta entre as crianças, é preciso que se pense sobre o seu processo de desenvolvimento, para correr o risco de estar estigmatizando e excluindo determinado grupo”.(Jaqueline Picetti)

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Fazendo perguntas!

Foi muito interessante a atividade de construir perguntas para minha colega. No início, como tudo na vida, fiquei com um pé atrás, pensando como eu iria fazer questionamentos para minha amiga. Mas, depois foi prazeroso elaborar e responder as questões feitas por ela. O texto que foi pedido para ler, foi o máximo de Immanuel Kant, "Sobre a pedagogia"
Nas questões podemos refletir onde os textos de Theodor Adorno (falei sobre ele em uma postagem antiga) e o de Kant, se relacionam. Ambos falavam de escola e civilização. Os textos são densos, mas gostosos de ler. Foi bom aprender um pouco mas sobre a função da escola de formar nossa sociedade. Uma das falas do texto de Kant que mas me chamaram a atenção foi a seguinte: " A disciplina transforma a animalidade em humanidade. Um animal é por seu próprio instinto tudo aquilo que pode ser; uma razão exterior a ele tomou por ele antecipadamente todos os cuidados necessários. Mas o homem tem necessidade de sua
própria razão. Não tem instinto, e precisa formar por si mesmo o projeto de sua conduta. Entretanto, por ele não ter a capacidade imediata de o realizar, mas vir ao mundo em estado bruto, outros devem fazê-lo por ele."(Kant,2004)

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Estudo de caso!!!

Meu estudo de caso, como já coloquei na postagem anterior é sobre um menino, da minha turma de maternal 2. Não tem nenhuma necessidade especial específica, porém tem muita dificuldade de relacionamento com seus colegas, morde , puxa cabelos e empurra o tempo inteiro seus colegas.
Porém, não é, ao meu ver, somente comportamental, ele morde os colegas o tempo inteiro e sem motivo aparente. Leva chinelos, tênis, brinquedos tudo o que estiver ao seu alcance, na boca e fica mordendo. As mordidas que dá, são bem fortes e ficam roxas nos colegas. Sua mãe sabe e diz que encaminhou ele para um neurologista, pois quer saber porque ele é tão agitado e agressivo.
No momento de alimentar-se, come com as mãos (seus colegas já fazem o uso correto da colher) e quando termina, ao invés de pedir mais para as professoras, pega alimento com as mãos dos pratos dos colegas. Ele ainda não conversa, somente balbucia, coisas que quase sempre não entendemos. Ele fala como um bebê, (bicho), (papai), ainda não faz frases, nem demonstra o que quer. Faço rodinhas, conversamos, leio histórias e cantamos músicas, em nenhuma destas atividades concentra atenção. Ao contrário dos colegas da sua idade, que sempre adoram ouvir historinhas e cantar músicas. quando vamos fazer um trabalhinho, não se importa com sua folha, ele gosta de rasgar as folhas dos seus colegas. Quando o repreedemos, ele parece não entender, não pede desculpas e nem se mostra arrependido.
Na semana passada, entreguei um registro completo de todas as atitudes deste aluno para a diretora, coordenadora e psicopedagoga da escola. Esta última, irá entrar na minha sala e acompanhar nossas atividades. A abertura de falarmos sobre isso no dossiê está sendo ótima, pois também posso perceber que outros colegas, passam por estas situações; crianças sem diagnóstico de necessidades especiais que se mostram um grande desafio para nós!


quarta-feira, 10 de junho de 2009

Estudo de caso!!

No estudo de caso, proposto pela interdisciplina de Necessidades Especiais, estou podendo colocar um pouco das minhas preocupações e também, externar o que acontece com meu aluno em sala de aula. Está sendo um espaço ótimo. sempre tive alunos de necessidades especiais diagnosticados nas minhas turmas anteriores, porém, este ano enfrento um problema na minha escola. Pois tenho um aluno considerado normal, porém ele agride o tempo inteiro seus colegas. Ele morde, puxa cabelos, empurra e chuta sem motivos seus amiguinhos. Vejo que não é só uma questão de chamar a atenção, ele parece não conseguir se controlar. Além dos colegas, morde sapatos e chinelos, brinquedos o que estiver na sua frente quanto está irritado.
Na escola já conversei com a diretora, coordenadora e psicopedagoga e elas estão tentando me ajudar, mas só porque os pais dos outros alunos estão reclamando que seus filhos estão vindo mordidos. Então resolveram tomar uma atitude. Ele tem dois anos e nove meses, é pequeno ainda, porém seus colegas da mesma idade, não estão mais mordendo e nem agridem os outros sem motivo e nem nesta proporção.
Por isso, no estudo de caso estou podendo colocar sobre ele, e repensar sobre até mesmo como lidar com esta situação.

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Concepção de índio


Esta semana pude conhecer mais um pouco sobre os índios do nosso país. Lemos o texto," Os índios no Brasil: quem são e quantos são", escrito por Gersen dos Santos Luciano, um representante do povo Baniwa, para a interdisciplina de Questões Étnico-raciais na Educação: Sociologia e História. Pude perceber que apesar de tudo o que este povo já passou, os poucos que ainda vivem, cultivam com orgulho sua cultura e o seu modo de viver.
Ao meu ver, devemos ter orgulho deste povo tão sofrido pela ação dos brancos e "civilizados". O texto fala que os índios de hoje, querem que tenha políticas públicas que cuidem do interesse deles. Acho isso ótimo, o povo indígena deve ter seus direitos garantidos a oferta de políticas públicas, é de extrema importância ao meu ver para consolidar o movimento indígena. Acredito ainda, que eles tem uma função fundamental no mundo que vivemos hoje, pois podem nos ensinar como viver da terra, respeitando-a e cuidando dos nossos recursos naturais. Com certeza, este povo merece papel de destaque na história do nosso país e na era em que estamos vivemos.


"Nesse sentido os povos indígenas brasileiros de hoje são sobreviventes e resistentes da história de colonização européia, estão em franca recuperação do orgulho e da auto-estima identitária e, como desafio, buscam consolidar um espaço digno na história e na vida multicultural do país.”(Gersen dos Santos Luciano, 2006)

Como entendes este movimento na escola? Acha possível? De que forma?
Beijos
Melissa

Bem, este movimento na escola, vejo como positivo e possível para mostrarmos que todos os índios fazem parte de uma mesma luta, a luta pela sua dignidade e respeito. Podemos mostrar as crianças (brancas, negras, pardas, índias ou descendentes) que devemos respeitá-los e aprender com eles, como disse, a viver na terra de uma maneira saudável. Claro que devemos mostrar que as tribos são distintas (costumes e modo de viver), porém eles escolheram ser chamados todos de povo indígena, para dar força a sua cultura e descendência, garantindo também políticas públicas para seu povo. Mostrar aos brasileirinhos, que o povo que habitava esta terra, antes dos brancos chegarem, é um povo resistente e forte, com muita força de vontade. Acho que seria neste sentido.