quarta-feira, 31 de março de 2010

Reunião de Pais e atividades


Esta semana tive reunião com meus pais, aproveitei para falar do meu estágio e de como seria importante a participação deles neste ano. Comentei como seria meus métodos de trabalho, que faríamos pesquisas e mandaremos alguns temas para casa. Os pais ouviram atentamente e muitos gostaram da idéia do meu planejamento. Acredito que além dos alunos serem bons, o grupo de pais parece também bem preocupado com o desenvolvimento dos alunos e vão me auxiliar bastante neste processo.
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Esta semana os alunos estavam muito preocupados quem tinha mais letras no nome e faziam competição. Então fizemos na sala um cartaz com todos os nomes completos e contamos cada um, colocando o numeral do lado. Ficaram muito contente se envolvidos na atividade, depois aproveitei e fiz um gráfico e expus na sala. Ficaram motivados, pois fiz uma atividade num momento de curiosidade deles e acredito que foi bem significativo. Esta atividade já estou fazendo uma experimentação tanto pra mim (que posso ver como a turma reage) e também para eles que não estavam acostumados a atividades diretamente dos seus interesses.
Vamos seguindo o trabalho.... tem muita coisa pela frente!!!!

quinta-feira, 25 de março de 2010

Alguns problemas... algumas soluções!!!

Bem, hoje estou muito contente! Na minha escola não tem sala de informática, então teríamos que ir em outra escola. Temos perto da nossa escola, que é de Educação Infantil, uma escola de Ensino Fundamental, que ano passado oferecia aulas de informática para as turmas de jardim. Mas a nossa diretora havia falado que se a outra escola, não tivesse horário para todas as turmas, não poderíamos somente nós, ter aula de informática. Então, eu e minha colega (de escola e de faculdade) Sirlei, ficaríamos sem este recurso para o nosso estágio. Porém, falei com a nossa diretora e ela conseguiu que durante as nove semanas do estágio, tenhamos acesso ao um local que a smed de Sapiranga tem, para que nossos alunos possam usar os computadores.
Estou muito feliz, pois achei que não teria nenhum acesso, mas agora estou mais tranquila, sabendo que poderei trabalhar com a tecnologia com a minha turma.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Iniciando a caminhada do estágio!!!

Estou muito animada neste semestre. No semestre anterior terminamos com muitas dúvidas de como seria o estágio com o uso das arquiteturas pedagógicas, agora porém, começo a perceber alguns caminhos. Estava preocupada, pois tenho uma turma de jardim B, crianças de seis anos e não conseguia ao certo ver realmente o que eu iria fazer com eles. Agora, com a aula presencial e o vídeo da Liliana e do Crediné, estou mais calma e percebo que o estágio será um momento de experimentação, que nem tudo precisa sair perfeito, mas sim preciso inovar.
Desde o início das aulas, até agora tenho feito atividades de adaptação e cartazes da sala. Hoje, 19/03, fiz uma aula de iniciação somente para ver que idéias iriam surgir. Questionei sobre o que querem aprender este ano, do que gostam, etc... No primeiro momento, não sabiam ao certo o que dizer, falavam que queriam brincar, ler e escrever. Então, comecei a instigar como: "Vocês não veem coisas que se interessam em saber? Como é feito certa coisa, por exemplo." E contei sobre outros projetos de pesquisa que fiz, com outras turmas, e o quanto nós tínhamos aprendido. Percebi que eles só faziam projetos com assuntos que a professora trazia para eles, no ano passado, e não estão acostumados com a professora perguntando o que querem aprender. Por isso, vou trazer livros que fiz com outras turmas e uma história muito interessante sobre uma menina que adorava fazer perguntas. "Curiosidade Premiada"
Porém, após nossa conversa, pedi que todos desenhassem coisas que queriam aprender. Então muitos fizeram belos desenhos e vinham me mostrar." Oh, profe! desenhei um carro! - Tá, o que quer saber sobre carro? -Hummm, quero saber como ele anda, como ele liga!" E assim, questionando, foram surgindo curiosidades, bem interessantes. Acredito que logo, logo eles já estarão fascinados em fazer perguntas e descobrirão que desde modo podemos buscar o que queremos saber.

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Conhecendo o aluno da EJA

Na interdisciplina de EJA, lemos o texto da autora Marta Kohl de Oliveira, "Jovens e adultos como sujeitos do conhecimento e aprendizagem.", onde ela destaca muitos aspectos que clareiam a prática da EJA. Um dos aspectos, que me chamou atenção em especial foi que o professor da EJA, precisa saber muito bem com que tipo de jovem e adulto está lidando. Isto é muito relevante na prática pedagógica do ensino em EJA.

“Com relação a inserção em situações de aprendizagem, essas peculiaridades da etapa de vida em que se encontra o adulto fazem com que ele traga consigo diferentes habilidades e dificuldades (em comparação com a criança) ...”
(Khol de Oliveira,1999)

É preciso saber e conhecer o aluno que se irá ter, mesmo quando trabalhamos com crianças, ainda mais na prática da EJA. Os currículos, técnicas, planejamentos são feitos para o público infantil; por isso estes devem ser específicos para a idade atendida na EJA, pois como coloca Marta Kohl de Oliveira, isso pode causar uma inadequação dos jovens e adultos, causando a evasão escolar. Ela coloca que se não há sintonia, entre educando e escola, isto acaba dificultando o processo de ensino-aprendizagem. Até porque as dificuldades enfrentadas pelos alunos jovens e adultos são muitas, tanto em sala de aula, como fora dela. Concordo com a autora, eles já vivem no mundo letrado, porém, não tem tanta capacidade de crítica e argumentação que os adultos e jovens escolarizados ou graduados possuem. Sua linguagem e pensamento, muitas vezes, são de origem humilde, não da língua culta, o que também pode gerar uma certa confusão, na hora de aprender. São pessoas que encontram mais dificuldades nos supermercados, para pegar ônibus, para ajudar, muitas vezes, os filhos nos deveres de casa. Já dentro da sala de aula, o cansaço do trabalho do dia inteiro, a falta de concentração e entendimento, e atividades didáticas não compatíveis com sua faixa etária, tornam-se obstáculos constantes dos alunos jovens e adultos. Por isso, como a turma pode concluir na apresentação das pesquisas sobre EJA, a formação dos profissionais é de extrema importância, para a qualidade do trabalho oferecido para os jovens e adultos, que tem suas particularidades e isto exige empenho e competência.

Métodos de alfabetização

Lemos o texto, "Não há como Alfabetizar sem Método?" De Iole Maria Faviero Trindade, para a interdisciplina de Linguagem e Educação, a autora coloca a certa altura que,
" Assumindo também, como professora de prática de ensino, que precisamos ter uma didática que acolha essa pluralidade de discursos, fazendo uso deles conforme necessidades de uma formação, reafirmo que não há como alfabetizar e letrar (não importa a ordem!), na escola, sem o uso de múltiplos métodos que contemplem os processos de ensino e de aprendizagem, isto é, de aquisição (codificação e decodificação) e usos da língua escrita."(Trindade, 2005)
Realmente, acredito que precisamos de diversas formas para ensinar a lingua escrita. Na aula presencial podemos ver através dos nossos planos de aula, que muitos são os jeitos que usamos para ensinar os nossos alunos e esta troca, valeu para aprendermos as formas que dão certo e que podemos também incorporar ao nosso fazer. Outra questão que achei extramente interessante foi que Iole Trindade fez perguntas sobre como iniciar o planejamento de linguagem:
"...como o modo de vida dos/das alunos/as e suas experiências cotidianas de escrita na família e em esferas, Como vivem? Onde? Com quem? Qual/is será/ão, então, a/s temática/s priorizada/s? Como deve ser tal planejamento, se eu quiser que privilegie uma trajetória dos estudos na área da alfabetização e da língua materna? Haverá algum tipo de produção escrita dos alunos? De que forma? Quais e quantas vezes por semana? Haverá espaço para a leitura em sala de aula? De que forma? Quais e quantas vezes por semana?"
Achei isto essencial, pois desta forma visualizo o que meus alunos sabem, o que é importante saberem e o que querem saber, a partir daí poderei construir uma alfabetização com sentido para eles. Precisamos ter momentos de qualidade para ensinar a lingua escrita para nossa turma. Os planos de aula de minhas colegas, mostravam a realidade de cada grupo. Como trabalhamos com os pequenos, pude ver aspectos diferentes do meu jeito de trabalhar, mais também aspectos parecidos. Como foi o caso de que a maioria das colegas iniciou sua aula com uma história. O que é um excelente recurso para as crianças da educação infantil.

Temas geradores

Em uma das aulas presenciais que tivemos em EJA e Didática, Planejamento e Avaliação, vimos um filme sobre como os temas geradores, idéia de Paulo Freire, eram trabalhados na alfabetização de jovens e adultos. Pude perceber no filme que a nossa educação, sem dúvida, caminhou muito com a ajuda de Paulo Freire.
O ensino de jovens e adultos, antes centrado no tradicionalismo; como "Eva viu a uva", transforma-se a partir dos temas geradores propostos pelo educador. Paulo Freire mesmo colocou, como pode interessar-se depois de um dia de trabalho ou até mesmo sem emprego, um senhor ou senhora pelas cartilhas enfadonhas e sem sentido?
Os temas geradores vieram para instigar os alunos a querer saber, e assim então aprender. Eles, trabalham com questões do cotidiano dos alunos e a partir deles os alunos podem construir seus conhecimentos a cerca das palavras, percebendo também a função social delas. Como por exemplo, vimos(no filme) o trabalho com a palavra "fábrica", é uma palavra conhecida, o local de trabalho de muitos e que trás, também, muitas discussões, o que ajuda no diálogo e na criticidade dos educandos, algo que também Paulo Freire se preocupava.
"Por isto, o diálogo é uma exigência existencial. E, se ele é o encontro em que se solidarizam o refletir e o agir de seus sujeitos endereçados ao mundo a ser transformado e humanizado, não pode reduzir-se a um ato de depositar idéias de um sujeito no outro, nem tampouco tornar-se simples troca de idéias a serem consumidas pelos permutantes. Não é também discussão guerreira, polêmica, entre sujeitos que não aspiram a comprometer-se com a pronúncia do mundo, nem a buscar a verdade, mas a impor a sua."
(Freire, 2005)

Paulo Freire propôs a educação problematizadora, os temas geradores e o diálogo em sala de aula. Nesta educação o diálogo e a troca entre o educador e o educando é priorizado, o que torna a aprendizagem muito mais significativa e transformadora. O trabalho, ao meu ver, através destes temas torna-se rico e cheio de possibilidades. Os alunos envolvem-se, tornando-se agentes do próprio saber. Ainda no filme, percebi que os alunos queriam aprender e apesar de toda a dificuldade, eles aprendiam. Mas uma vez, vemos que se demos atenção e crétido a realidade dos nossos educandos, conseguimos resultados muito bons.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Como avaliar?!

Para interdisciplina de Didática, Planejamento e Avaliação, tivemos que refletir sobre como estamos avaliando nossos alunos. Este assunto me interessa muito, pois após ler o texto "Rumo a uma avaliação inclusiva"de Javier Onrubia Goñi; percebi que não estou tão longe, das reflexões do autor em minha prática. Trabalho com alunos entre dois e três anos, não teria como trabalhar com eles uma avaliação "classificatória", pois nem trabalhos conteúdos específicos. Gosto muito de trabalhar com os pequenos, justamente porque gosto de me sentar no chão, conversar sobre coisas que os eles tem curiosidade, ler lindas histórias, etc... mas também, porque adoro avaliá-los. A avaliação que faço é contínua e descritiva, pois todo dia observo um pouquinho o que eles vem desenvolvendo. Tenho um caderno de registros, onde coloco seus progressos, seus problemas, suas falas e dúvidas mais engraçadas ou inteligentes. Ou seja, a todo momento estou avaliando o raciocínio, o desenvolvimento da fala, a motricidade, propondo assim, atividades que vão estimular ainda mais o que eles tem aprendido.
Logo, no término do primeiro ou do segundo semestre, pego meus registros e faço um texto sobre todos os aspectos observados: como o aluno é na chegada, como se comporta ao ouvir histórias, sobre o que tem mais curiosidade, como é seu relacionamento com os colegas, como cumpre regras, o que aprendeu nos projetos trabalhados, enfim, falo sobre quase tudo o que acontece no decorrer dos dias. Digo "quase tudo", pois é impossível, colocar em um só texto tudo o que eles desenvolvem em um só semestre. A dificuldade maior que encontro neste tipo de avaliação é o tempo que se gasta em cada uma, tendo às vezes, quase trinta alunos. Porém, depois de pronta, compensa todo o cansaço, pois é um bonito trabalho e todos que leem dizem estar vendo o aluno como ele realmente é, ou seja, não é uma avaliação impessoal, e sim os pais percebem, que o aluno faz muito na escola e que as pessoas responsáveis por ele, tem a visão de seu aprendizado. Mas, apesar de pequenos, não é somente eles que são avaliados, sempre faço perguntas do tipo "o que mas gostaram no projeto?", "o que não foi legal?", entre outras, (algumas vezes peço que façam desenhos) pois busco trabalhar com meus alunos a criticidade e a melhora do meu trabalho. Através das avaliações, vejo o que posso trabalhar mais no próximo semestre, como por exemplo, se percebo que tem muitos alunos que tem dificuldade na fala, posso propor atividades que estimulem mais a oralidade e assim por diante. Foi interessante refletir sobre isso, que é um trabalho desgastante, porém recompensador.